Foram quase quatro horas de reunião na noite da última quarta-feira (03) na Câmara Municipal de Cravinhos para se chegar a uma definição da data e das regras do debate entre os candidatos a prefeito. Resultado: nada de debate. Tentou-se uma série de entrevistas individuais, mas nem isso os representantes dos partidos e coligações chegaram a um consenso.
A reunião contou com as presenças dos representantes da Coligação Cravinhos pra Todos, Evaristo Tiépolo Filho; do Partido dos Trabalhadores (PT), Juliano Martins de Lima; da Coligação Cravinhos não Pode Parar, Marco Aurélio Damião; do Partido Popular Socialista (PPS), Vinicius Correa Buranelli e Paulo Tonello; da Rádio Cravinhos FM, Luís Ângelo Baptiston Caputo; e dos dois jornais da cidade.
Uma ata da reunião foi elaborada e assinada pelos representantes com todos os detalhes do encontro. Uma das frases derradeiras da ata diz: "Por falta de consenso, o representante da Rádio Cravinhos FM deu por encerrado o apoio da rádio a eventuais debates, entrevistas e sabatinas, ao menos por ora".
Um debate chegou a ser marcado para o dia 31 de agosto, mas a justiça eleitoral cancelou. O candidato do PPS, Lineu da Paletrans aproveitou para divulgar seu plano de governo ao invés de debater com seus concorrentes.
Rafael Falaguasta
terça-feira, 9 de setembro de 2008
O novo mundo masculino
Bruna Rossato
Jamile Gorita
Marina Souza Carneiro
O culto do corpo já não é um assunto só para mulheres. Os homens têm vindo a mudar esse preconceito e cada vez mais se preocupam com o físico e com a sua aparência.
Longe está o tempo em que homem que é homem usava somente sabonete e desodorante. Uma loção pós-barba refrescante e talvez uma colônia para dias especiais. É muito difícil questionar a fidelidade masculina, quando o assunto é tratamento Estético. Isso porque os homens, hoje, vem se preocupando muito com a aparência física.
Será que as mulheres também ficaram mais exigentes e optaram pelos bem cuidados? Será este, o motivo que leva os homens a se preocuparem tanto?
A quebra de tabus fica ainda mais reforçada quando notamos que hoje a indústria de cosméticos pesquisa e lança produtos especialmente direcionados para o sexo masculino. E ainda promove eventos para mostrar os novos lançamentos para eles. A iniciativa se justifica por pesquisas realizadas pelo setor, que apontam crescimento significativo do interesse masculino pela estética. Além disso, as mesmas pesquisas atestam que o recente interesse despertado por eles não representa nem define opção sexual.
Os homens têm características peculiares e não querem, de maneira alguma, deixar transparecer que fizeram ou estão fazendo algum tipo de tratamento, mesmo que de maneira sutil. Preferem, sim, vender a imagem de que são mais conservados do que as mulheres.
Cuidados específicos para os homens já fazem parte dos serviços oferecidos por muitas clínicas de estética, masculinas ou não. Alguns dos tratamentos mais procurados incluem depilação, tratamento de pés e mãos, massagens e a limpeza de pele do rosto e corpo.
De qualquer forma, cuidados básicos são bem vindos e já não era sem tempo que os homens começassem a investir mais neles.
São muitas as particularidades do universo masculino. E todas devem ser respeitadas para que a auto-estima dos homens esteja sempre preservada e eles possam se sentir cada vez mais confortáveis.
Jamile Gorita
Marina Souza Carneiro
O culto do corpo já não é um assunto só para mulheres. Os homens têm vindo a mudar esse preconceito e cada vez mais se preocupam com o físico e com a sua aparência.
Longe está o tempo em que homem que é homem usava somente sabonete e desodorante. Uma loção pós-barba refrescante e talvez uma colônia para dias especiais. É muito difícil questionar a fidelidade masculina, quando o assunto é tratamento Estético. Isso porque os homens, hoje, vem se preocupando muito com a aparência física.
Será que as mulheres também ficaram mais exigentes e optaram pelos bem cuidados? Será este, o motivo que leva os homens a se preocuparem tanto?
A quebra de tabus fica ainda mais reforçada quando notamos que hoje a indústria de cosméticos pesquisa e lança produtos especialmente direcionados para o sexo masculino. E ainda promove eventos para mostrar os novos lançamentos para eles. A iniciativa se justifica por pesquisas realizadas pelo setor, que apontam crescimento significativo do interesse masculino pela estética. Além disso, as mesmas pesquisas atestam que o recente interesse despertado por eles não representa nem define opção sexual.
Os homens têm características peculiares e não querem, de maneira alguma, deixar transparecer que fizeram ou estão fazendo algum tipo de tratamento, mesmo que de maneira sutil. Preferem, sim, vender a imagem de que são mais conservados do que as mulheres.
Cuidados específicos para os homens já fazem parte dos serviços oferecidos por muitas clínicas de estética, masculinas ou não. Alguns dos tratamentos mais procurados incluem depilação, tratamento de pés e mãos, massagens e a limpeza de pele do rosto e corpo.
De qualquer forma, cuidados básicos são bem vindos e já não era sem tempo que os homens começassem a investir mais neles.
São muitas as particularidades do universo masculino. E todas devem ser respeitadas para que a auto-estima dos homens esteja sempre preservada e eles possam se sentir cada vez mais confortáveis.
Distância entre saúde e estética

Bruna Rossato
Jamile Gorita
Marina Souza Carneiro
Não há dúvidas de que a alimentação exerce papel importante na estética facial e corporal.
Atualmente as pessoas ultrapassam os limites na busca do corpo perfeito e compram a idéia de que obter uma aparência de modelo é mais importante do que a manutenção da própria saúde. Na ânsia por resultados imediatos, sem esforços, muitos recorrem compulsivamente a alternativas estéticas como equipamentos de ginástica passiva, aplicação de produtos que diluem a gordura localizada, bronzeamento artificial, moderadores de apetite, entre outros métodos.
A sociedade exige que as pessoas tenham barriga de "tanquinho"... Que seja jovem, alto, bonito e sensual. Ter bum bum durinho e ser magra...
Os avanços da medicina estética e da cosmética no Brasil são estrondosos, estes recursos estão aí cada vez mais acessíveis e disponíveis a todos.
Por meio de cuidados orientados e realizados por especialistas é possível retardar o envelhecimento e melhorar a auto-estima através de intervenções específicas e personalizadas a cada tipo de pele, cabelos e composição corporal. Entretanto é interessante analisar criticamente o padrão de beleza que a mídia impõe.
Muitos desses produtos fazem o maior alarde com a propaganda enganosa. Os brasileiros confundem facilmente estética com saúde, principalmente por conta do volume de propaganda de alimentos calóricos e pouco nutritivos ou produtos que prometem emagrecimento rápido ou, milagre, até serem cassados pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Resultado... Brasileiros e brasileiras vão sendo enganados pela absoluta falta de informação.
Para o modelo ditado pela moda, homens e mulheres experimentam de tudo.
Na alimentação então?
A alimentação é importante para a estética facial e corporal. A ciência nos prova a cada dia que é possível atuar positivamente na idade biológica por meio da escolha de um estilo de vida saudável, atividade física moderada, alimentação balanceada, vida social saudável, relacionamentos prazerosos e gratificantes. De nada adianta uma lipo-escultura, uma plástica ou um tratamento estético corporal ou facial, sem a intervenção conjunta e simultânea em cada área que interfere na Saúde, na Estética e na Qualidade de Vida do Ser Humano: Saúde Física, Emocional, Espiritual, Social e Mental.
Cada um pode e deve ser bonito e saudável como é, independente da idade cronológica, mas com sua verdadeira idade biológica.
Jamile Gorita
Marina Souza Carneiro
Não há dúvidas de que a alimentação exerce papel importante na estética facial e corporal.
Atualmente as pessoas ultrapassam os limites na busca do corpo perfeito e compram a idéia de que obter uma aparência de modelo é mais importante do que a manutenção da própria saúde. Na ânsia por resultados imediatos, sem esforços, muitos recorrem compulsivamente a alternativas estéticas como equipamentos de ginástica passiva, aplicação de produtos que diluem a gordura localizada, bronzeamento artificial, moderadores de apetite, entre outros métodos.
A sociedade exige que as pessoas tenham barriga de "tanquinho"... Que seja jovem, alto, bonito e sensual. Ter bum bum durinho e ser magra...
Os avanços da medicina estética e da cosmética no Brasil são estrondosos, estes recursos estão aí cada vez mais acessíveis e disponíveis a todos.
Por meio de cuidados orientados e realizados por especialistas é possível retardar o envelhecimento e melhorar a auto-estima através de intervenções específicas e personalizadas a cada tipo de pele, cabelos e composição corporal. Entretanto é interessante analisar criticamente o padrão de beleza que a mídia impõe.
Muitos desses produtos fazem o maior alarde com a propaganda enganosa. Os brasileiros confundem facilmente estética com saúde, principalmente por conta do volume de propaganda de alimentos calóricos e pouco nutritivos ou produtos que prometem emagrecimento rápido ou, milagre, até serem cassados pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Resultado... Brasileiros e brasileiras vão sendo enganados pela absoluta falta de informação.
Para o modelo ditado pela moda, homens e mulheres experimentam de tudo.
Na alimentação então?
A alimentação é importante para a estética facial e corporal. A ciência nos prova a cada dia que é possível atuar positivamente na idade biológica por meio da escolha de um estilo de vida saudável, atividade física moderada, alimentação balanceada, vida social saudável, relacionamentos prazerosos e gratificantes. De nada adianta uma lipo-escultura, uma plástica ou um tratamento estético corporal ou facial, sem a intervenção conjunta e simultânea em cada área que interfere na Saúde, na Estética e na Qualidade de Vida do Ser Humano: Saúde Física, Emocional, Espiritual, Social e Mental.
Cada um pode e deve ser bonito e saudável como é, independente da idade cronológica, mas com sua verdadeira idade biológica.
Sexualmente Transmissível
Fábio Rezende
Daniela Dayana
Toda doença transmitida por fluidos trocados durante a relação recebe o nome de DST ( Doença Sexualmente Transmissível).
Os jovens brasileiros começam a ter relação sexual cada vez mais cedo. Segundo pesquisa realizada pelo Portal Educacional em 270 escolas particulares brasileiras, no geral, 25% tiveram a primeira relação sexual aos 14 anos. adol
Outra pesquisa feita pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro com 356 meninos e meninas, de 12 a 19 anos, apontou que 62% deles transaram e, desse total, mais de 30% já contraíram ou eram portadores de alguma DST.
As DSTs que mais atingem os adolescentes são sífilis, gonorréia, candidíase, herpes, clamidia e HPV. Para não pegar nenhuma delas, é preciso transar com proteção, isso vale para todo tipo de sexo, ate troca de caricias com as mãos.
A maioria das DSTs tem cura e pode ser tratada com pomadas, antibióticos e injeções. Mas há casos em que o máximo que dá para fazer é controlar o mal, como acontece com a aids, o herpes, a hepatite B e alguns casos de HPV.
Daniela Dayana
Toda doença transmitida por fluidos trocados durante a relação recebe o nome de DST ( Doença Sexualmente Transmissível).
Os jovens brasileiros começam a ter relação sexual cada vez mais cedo. Segundo pesquisa realizada pelo Portal Educacional em 270 escolas particulares brasileiras, no geral, 25% tiveram a primeira relação sexual aos 14 anos. adol
Outra pesquisa feita pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro com 356 meninos e meninas, de 12 a 19 anos, apontou que 62% deles transaram e, desse total, mais de 30% já contraíram ou eram portadores de alguma DST.
As DSTs que mais atingem os adolescentes são sífilis, gonorréia, candidíase, herpes, clamidia e HPV. Para não pegar nenhuma delas, é preciso transar com proteção, isso vale para todo tipo de sexo, ate troca de caricias com as mãos.
A maioria das DSTs tem cura e pode ser tratada com pomadas, antibióticos e injeções. Mas há casos em que o máximo que dá para fazer é controlar o mal, como acontece com a aids, o herpes, a hepatite B e alguns casos de HPV.
Solução de emergência
Fábio Rezende
Daniela Dayana
A pílula do dia seguinte chegou há oito anos nas farmácias brasileiras, e em 2004 começou a ser distribuída na rede publica.
Com as conseqüências de uma relação sexual sem proteção ou marcada por incidentes como o estouro da camisinha, o uso da pílula aumento entre as jovens que estão preocupadas em evitar a gravidez indesejada, mas ao mesmo tempo, não estão tomando as devidas precauções para que isso não aconteça.
Resumindo, as garotas não exigem que o parceiro use camisinha, expondo-se as doenças sexualmente transmissíveis e não usam nenhum outro método anticoncepcional.
Outro comportamento desaconselhável é o uso constante da pílula. O ideal é dar intervalos de três meses entre uma e outra e tomar no máximo depois de três dias que você transou.
A estudante Camila Peres, 21 anos, descobriu isso na pratica. “Sempre que eu transava, tomava a pílula do dia seguinte para prevenir. Em menos de um mês, devo ter tomado mais de cinco pílulas. Fui para no hospital e descobri que o exagero não tinha funcionado, estava grávida”, conta.
A pílula do dia seguinte pode falhar em 10% a 15% dos casos. A ação se deve maior se for tomada até 12 horas após a relação sexual.
O que falta é a consciência das garotas de que a pílula deve ser usada como uma solução rápida para deslizes, e não no lugar da prevenção, sobretudo a camisinha, segura para evitar gravidez e doenças.
Daniela Dayana
A pílula do dia seguinte chegou há oito anos nas farmácias brasileiras, e em 2004 começou a ser distribuída na rede publica.
Com as conseqüências de uma relação sexual sem proteção ou marcada por incidentes como o estouro da camisinha, o uso da pílula aumento entre as jovens que estão preocupadas em evitar a gravidez indesejada, mas ao mesmo tempo, não estão tomando as devidas precauções para que isso não aconteça.
Resumindo, as garotas não exigem que o parceiro use camisinha, expondo-se as doenças sexualmente transmissíveis e não usam nenhum outro método anticoncepcional.
Outro comportamento desaconselhável é o uso constante da pílula. O ideal é dar intervalos de três meses entre uma e outra e tomar no máximo depois de três dias que você transou.
A estudante Camila Peres, 21 anos, descobriu isso na pratica. “Sempre que eu transava, tomava a pílula do dia seguinte para prevenir. Em menos de um mês, devo ter tomado mais de cinco pílulas. Fui para no hospital e descobri que o exagero não tinha funcionado, estava grávida”, conta.
A pílula do dia seguinte pode falhar em 10% a 15% dos casos. A ação se deve maior se for tomada até 12 horas após a relação sexual.
O que falta é a consciência das garotas de que a pílula deve ser usada como uma solução rápida para deslizes, e não no lugar da prevenção, sobretudo a camisinha, segura para evitar gravidez e doenças.
Compulsão
Fábio Rezende
Daniela Dayana
É cada vez mais comum perder o controle, algumas garotas são capazes de ficar mais de 24 horas na internet, comer um bolo inteiro sozinhas ou comprar um sapato apertado só por comprar. Esse tipo de comportamento incontrolável, esconde problemas sérios, como baixa auto-estima, carência e ate depressão, e esse transtorno tem nome: compulsão.
A compulsão que uma pessoa pode desenvolver é algo muito pessoal, esse problema não aparece de uma hora para outra, quase sempre começa quando alguma coisa não vai bem na cabeça.
Quando a pessoa começa dedicando muito mais tempo do que gostaria a uma atividade, algo em sua vida não vai bem: ela pode ter um sentimento de angustia sem fim, uma ansiedade exagerada, carência afetiva, problemas de auto-estima e ate depressão.
Esses sentimentos ruins são amenizados durante a atividade compulsiva e voltam com força total ao fim dela. Por mais consciência que a pessoa tenha de que o que esta fazendo é errado, ela não se controla e não há quem a faça parar.
Há vários tipos de compulsão, como: por amor, jogos, sexo, roubar pequenos objetos, exercícios físicos, etc. Não existe um estudo formal, mas segundo especialistas a compulsão mais com entre os adolescentes é pela internet.
Para lidar com o problema é preciso de ajuda profissional, o ideal é consultar um psicólogo, mas mesmo um médico consegue identificar um quadro compulsório. O tratamento pode ser feito com um ou mais profissionais ao mesmo tempo e em centros especializados no assunto.
Daniela Dayana
É cada vez mais comum perder o controle, algumas garotas são capazes de ficar mais de 24 horas na internet, comer um bolo inteiro sozinhas ou comprar um sapato apertado só por comprar. Esse tipo de comportamento incontrolável, esconde problemas sérios, como baixa auto-estima, carência e ate depressão, e esse transtorno tem nome: compulsão.
A compulsão que uma pessoa pode desenvolver é algo muito pessoal, esse problema não aparece de uma hora para outra, quase sempre começa quando alguma coisa não vai bem na cabeça.
Quando a pessoa começa dedicando muito mais tempo do que gostaria a uma atividade, algo em sua vida não vai bem: ela pode ter um sentimento de angustia sem fim, uma ansiedade exagerada, carência afetiva, problemas de auto-estima e ate depressão.
Esses sentimentos ruins são amenizados durante a atividade compulsiva e voltam com força total ao fim dela. Por mais consciência que a pessoa tenha de que o que esta fazendo é errado, ela não se controla e não há quem a faça parar.
Há vários tipos de compulsão, como: por amor, jogos, sexo, roubar pequenos objetos, exercícios físicos, etc. Não existe um estudo formal, mas segundo especialistas a compulsão mais com entre os adolescentes é pela internet.
Para lidar com o problema é preciso de ajuda profissional, o ideal é consultar um psicólogo, mas mesmo um médico consegue identificar um quadro compulsório. O tratamento pode ser feito com um ou mais profissionais ao mesmo tempo e em centros especializados no assunto.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
TESTE: SAIBA SE VOCÊ É UM COMPRADOR COMPULSIVO.
Mateus de Lucca Constantino
Vivian Fernanda Garcia da Costa
Desenvolvido por coordenadores do Ambulatório de Jogos Patológicos e Outros Transtornos do Impulso (AMJO), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, este teste ajudará você saber se possui hábitos considerados compulsórios na hora de comprar.
TESTE
Como saber se você é um comprador compulsivo
-Não resiste ao impulso de comprar?
-Gasta mais que o planejado e se prejudica financeiramente?
-Impede ou prejudica seus planos de vida e das pessoas à sua volta?
-Precisa efetuar a compra de qualquer forma, independente do produto comprado?
-Percebe que está comprando coisas que não usa ou usa muito pouco?
-Assume dívidas acima de cinco vezes o valor de sua renda mensal?
Se a maioria de suas respostas foi SIM, você já aponta problemas com o hábito de comprar. No entanto, o diagnóstico exato só pode ser dado a partir de entrevistas com profissionais da área. Este teste é uma descrição dos sintomas mais comuns apresentados pelos compradores compulsivos e serve para indicar uma possível oniomania.
Fonte: Desenvolvido por coordenadores do Ambulatório de Jogos Patológicos e Outros Transtornos do Impulso (AMJO), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas
Vivian Fernanda Garcia da Costa
Desenvolvido por coordenadores do Ambulatório de Jogos Patológicos e Outros Transtornos do Impulso (AMJO), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, este teste ajudará você saber se possui hábitos considerados compulsórios na hora de comprar.
TESTE
Como saber se você é um comprador compulsivo
-Não resiste ao impulso de comprar?
-Gasta mais que o planejado e se prejudica financeiramente?
-Impede ou prejudica seus planos de vida e das pessoas à sua volta?
-Precisa efetuar a compra de qualquer forma, independente do produto comprado?
-Percebe que está comprando coisas que não usa ou usa muito pouco?
-Assume dívidas acima de cinco vezes o valor de sua renda mensal?
Se a maioria de suas respostas foi SIM, você já aponta problemas com o hábito de comprar. No entanto, o diagnóstico exato só pode ser dado a partir de entrevistas com profissionais da área. Este teste é uma descrição dos sintomas mais comuns apresentados pelos compradores compulsivos e serve para indicar uma possível oniomania.
Fonte: Desenvolvido por coordenadores do Ambulatório de Jogos Patológicos e Outros Transtornos do Impulso (AMJO), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas
Comprar compulsivamente é doença e tem nome: Oniomania
O fácil acesso aos meios de comunicação, principal divulgador da ideologia de consumo, produz cada vez mais jovens consumistas
Mateus de Lucca Constantino
Vivian Fernanda Garcia da Costa
Lá está ela olhando aquela vitrine com olhos brilhantes e respiração ofegante, o desejo pela compra torna-se algo incontrolável. Surge uma necessidade descabida, uma vontade involuntária, não se dá importância ao produto, mas sim, o ato de comprar. Gastar compulsivamente é sinal de doença, a oniomania, caracterizada pelo desequilíbrio que o indivíduo tem em controlar o impulso de comprar.
“Esse tipo de consumo pode ser considerado como um transtorno compulsivo obsessivo quando ele passa a trazer malefícios ao indivíduo, como por exemplo, deixar de comprar os bens úteis para comprar bens que sejam desnecessários”, afirma a psicóloga Tatiana Beneduzzi.
“Quando quero alguma coisa não paro pra pensar se é realmente necessário ou não, apenas quero”, diz a auxiliar de marketing Ana Carla Pereira Alves.
De acordo com a psicóloga Tatiana Zambrano Filomenski, membro do Ambulatório do Jogo Patológico e Outros Transtornos do Impulso da USP, Universidade de São Paulo (AMJO - USP), em entrevista ao site delas.ig.com, um conjunto de fatores determinam o aparecimento da doença “o fator principal é genético, que leva o indivíduo a ter uma pré-disposição para desenvolver este tipo de doença. O segundo fator, não menos importante, é o ambiente familiar, que proporciona a apreensão de determinados valores, como o papel do dinheiro na família. A personalidade aparece como o terceiro fator, quem desenvolve a síndrome revela baixa auto-estima e identidade frágil. Como quarto fator temos a cultura na qual o indivíduo está inserido: nossa cultura, por exemplo, estimula o consumo e a posse de bens”, explica.
“Acoplado a todos estes fatores, precisamos de um fator ‘estressor’, algo que acontece na vida da pessoa e que desencadeia este comportamento de comprar compulsivamente”, acrescenta a psicóloga Tatiana.
A idade média para o início da doença é aos 18 anos, porém só é percebida como problemática dez anos mais tarde. De acordo com a socióloga Cláudia Regina Benedetti a juventude tem um acesso muito fácil aos meios de comunicação, principal divulgador da ideologia de consumo. “Há três gerações não tínhamos TV, vídeo cassete, DVD, computador pessoal, internet, MP3, MP4, celulares, sendo assim o acesso ao consumo era limitado à oferta in loco, hoje o consumo ultrapassa as barreiras das prateleiras das lojas e dos supermercados, ele se perpetua em nossa vida cotidiana, ao fazermos uma chamada pelo celular, ao ligarmos a TV, ao ouvirmos uma música, por isso vivemos em uma sociedade do consumo que produz, necessariamente, jovens consumistas que alimentam o capital”, ressalta a socióloga.
“Pra mim, consumir é uma sensação maravilhosa, não tem explicação, um verdadeiro prazer”, diz Ana Carla.
Segundo Cláudia, o processo de sedução ganha corpo na medida em que as pessoas são herdeiras de um processo histórico e ideológico que valoriza a individualização, e nesse padrão, elas só se destacam individualmente por meio daquilo que consomem, já que estes objetos de consumo determinam a posição social. “Se para um servo da Idade Média, sua posição estava condicionada ao nascimento, para os indivíduos da modernidade (nós), esta posição se constrói pelos bens que podemos consumir, e a indústria aproveita essa perspectiva para criar novas necessidades de consumo”, finaliza Cláudia.
Para auxiliar pessoas que sofrem da Oniomania foi criado um grupo conhecido como Devedores Anônimos (D.A.), com o propósito de ensinar seus membros a reaprender a lidar com o dinheiro. O grupo foi criado em abril de 1997 e tem como base a proposta dos Devedores Anônimos norte-americano, fundado nos Estados Unidos em 1968, e europeu. O grupo presta serviços em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Ceará. Os encontros são semanais e duram, em média duas horas. Nas reuniões o consumidor ou devedor compulsivo encontra o conforto e a possibilidade de desabafar com outros que sofrem da mesma doença.
Mateus de Lucca Constantino
Vivian Fernanda Garcia da Costa
Lá está ela olhando aquela vitrine com olhos brilhantes e respiração ofegante, o desejo pela compra torna-se algo incontrolável. Surge uma necessidade descabida, uma vontade involuntária, não se dá importância ao produto, mas sim, o ato de comprar. Gastar compulsivamente é sinal de doença, a oniomania, caracterizada pelo desequilíbrio que o indivíduo tem em controlar o impulso de comprar.
“Esse tipo de consumo pode ser considerado como um transtorno compulsivo obsessivo quando ele passa a trazer malefícios ao indivíduo, como por exemplo, deixar de comprar os bens úteis para comprar bens que sejam desnecessários”, afirma a psicóloga Tatiana Beneduzzi.
“Quando quero alguma coisa não paro pra pensar se é realmente necessário ou não, apenas quero”, diz a auxiliar de marketing Ana Carla Pereira Alves.
De acordo com a psicóloga Tatiana Zambrano Filomenski, membro do Ambulatório do Jogo Patológico e Outros Transtornos do Impulso da USP, Universidade de São Paulo (AMJO - USP), em entrevista ao site delas.ig.com, um conjunto de fatores determinam o aparecimento da doença “o fator principal é genético, que leva o indivíduo a ter uma pré-disposição para desenvolver este tipo de doença. O segundo fator, não menos importante, é o ambiente familiar, que proporciona a apreensão de determinados valores, como o papel do dinheiro na família. A personalidade aparece como o terceiro fator, quem desenvolve a síndrome revela baixa auto-estima e identidade frágil. Como quarto fator temos a cultura na qual o indivíduo está inserido: nossa cultura, por exemplo, estimula o consumo e a posse de bens”, explica.
“Acoplado a todos estes fatores, precisamos de um fator ‘estressor’, algo que acontece na vida da pessoa e que desencadeia este comportamento de comprar compulsivamente”, acrescenta a psicóloga Tatiana.
A idade média para o início da doença é aos 18 anos, porém só é percebida como problemática dez anos mais tarde. De acordo com a socióloga Cláudia Regina Benedetti a juventude tem um acesso muito fácil aos meios de comunicação, principal divulgador da ideologia de consumo. “Há três gerações não tínhamos TV, vídeo cassete, DVD, computador pessoal, internet, MP3, MP4, celulares, sendo assim o acesso ao consumo era limitado à oferta in loco, hoje o consumo ultrapassa as barreiras das prateleiras das lojas e dos supermercados, ele se perpetua em nossa vida cotidiana, ao fazermos uma chamada pelo celular, ao ligarmos a TV, ao ouvirmos uma música, por isso vivemos em uma sociedade do consumo que produz, necessariamente, jovens consumistas que alimentam o capital”, ressalta a socióloga.
“Pra mim, consumir é uma sensação maravilhosa, não tem explicação, um verdadeiro prazer”, diz Ana Carla.
Segundo Cláudia, o processo de sedução ganha corpo na medida em que as pessoas são herdeiras de um processo histórico e ideológico que valoriza a individualização, e nesse padrão, elas só se destacam individualmente por meio daquilo que consomem, já que estes objetos de consumo determinam a posição social. “Se para um servo da Idade Média, sua posição estava condicionada ao nascimento, para os indivíduos da modernidade (nós), esta posição se constrói pelos bens que podemos consumir, e a indústria aproveita essa perspectiva para criar novas necessidades de consumo”, finaliza Cláudia.
Para auxiliar pessoas que sofrem da Oniomania foi criado um grupo conhecido como Devedores Anônimos (D.A.), com o propósito de ensinar seus membros a reaprender a lidar com o dinheiro. O grupo foi criado em abril de 1997 e tem como base a proposta dos Devedores Anônimos norte-americano, fundado nos Estados Unidos em 1968, e europeu. O grupo presta serviços em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Ceará. Os encontros são semanais e duram, em média duas horas. Nas reuniões o consumidor ou devedor compulsivo encontra o conforto e a possibilidade de desabafar com outros que sofrem da mesma doença.
Cuidado: Educamos para o consumo
Mateus de Lucca Constantino
Vivian Fernanda Garcia da Costa
As sociedades de consumo - que também, sintomaticamente, são conhecidas por sociedades do desperdício - constituem um modelo social e econômico que tem sido objeto de estudos e análises pelas mais variadas áreas científicas, desde a antropologia até à economia, passando pela sociologia, psicologia social, ecologia, etc, e graças aos quais tem sido possível à compreensão e a crítica da sua lógica interna e dos respectivos dispositivos de funcionamento.
Cada vez mais a publicidade consegue arrancar suspiros de homens e mulheres que sobrevivem dentro de um consumo desenfreado, isso se torna perigoso e ainda pode virar doença.
A questão do consumo abusivo acaba por influenciar nossos jovens que estão aí de encontro com os anúncios revestidos de mensagens onde se deixa claro ter é poder, e nossas crianças que ainda sem discernimento, também são tão cedo seduzidas pelo ato da compra.
Então devemos nos ater de como somos condicionados desde pequenos a nos contagiar por uma sociedade hipócrita e mesquinha que te reconhece quando você tem o melhor carro, a melhor roupa, a melhor casa, mas vira as costas quando você por algum motivo superior as suas forças, fora excluído do poder de simplesmente consumir, consumir e consumir...
Vivian Fernanda Garcia da Costa
As sociedades de consumo - que também, sintomaticamente, são conhecidas por sociedades do desperdício - constituem um modelo social e econômico que tem sido objeto de estudos e análises pelas mais variadas áreas científicas, desde a antropologia até à economia, passando pela sociologia, psicologia social, ecologia, etc, e graças aos quais tem sido possível à compreensão e a crítica da sua lógica interna e dos respectivos dispositivos de funcionamento.
Cada vez mais a publicidade consegue arrancar suspiros de homens e mulheres que sobrevivem dentro de um consumo desenfreado, isso se torna perigoso e ainda pode virar doença.
A questão do consumo abusivo acaba por influenciar nossos jovens que estão aí de encontro com os anúncios revestidos de mensagens onde se deixa claro ter é poder, e nossas crianças que ainda sem discernimento, também são tão cedo seduzidas pelo ato da compra.
Então devemos nos ater de como somos condicionados desde pequenos a nos contagiar por uma sociedade hipócrita e mesquinha que te reconhece quando você tem o melhor carro, a melhor roupa, a melhor casa, mas vira as costas quando você por algum motivo superior as suas forças, fora excluído do poder de simplesmente consumir, consumir e consumir...
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